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14/11/2017 - 00:00
Instituto Florestal lança mapa de solos do estado de SP em Simpósio de Restauração Ecológica
Para a elaboração do material foram utilizados dados pré-existentes de 83 trabalho, o que propiciou um maior refinamento para a interpretação dos atributos de solo.
Jeferson Silva / IASB
O Instituto Florestal (IF) realizou no último dia 08 o lançamento do “Mapa Pedológico do Estado de São Paulo: Revisado e Ampliado”. O trabalho é fruto de três anos de dedicação e surgiu através da demanda crescente por informações de solos para o território paulista, uma vez que o material elaborado anteriormente em 1999 já estava esgotado, criando-se a necessidade de informações atualizadas e detalhadas. O material foi apresentado no VII Simpósio de Restauração Ecológica, promovido pelo Instituto de Botânica, de 06 a 10 de novembro.

O tema do Simpósio deste ano é “Tecnologia e Avanços”. O objetivo principal do evento é promover o debate sobre as principais tendências quanto ao uso de novas ferramentas disponibilizadas para elaboração de projetos de áreas degradadas e discutir a evolução das pesquisas científicas que possam estar subsidiando as políticas públicas.

Neste contexto é apresentado o Mapa Pedológico do Estado de São Paulo. “Trata-se de um mapa que representa todas as tipologias de solo existentes no Estado”, explica Marcio Rossi, pesquisador científico do IF e autor do trabalho.

Informações sobre um tema, que abranjam o território total do estado de São Paulo são de difícil execução, tanto pelo tempo despendido, quanto pelo custo para a obtenção dos dados. Atualmente inúmeros problemas ligados à utilização inadequada do solo são verificados no Estado, tanto em termos agrícolas ou ambientais, como urbanos. O mapa pedológico do Estado de São Paulo vem fornecer elementos básicos para o direcionamento e adequação do uso da terra, permitindo a visualização de grandes áreas, abrangendo a distribuição espacial e a variação existente na população dos solos, o que define uma melhor interpretação quando de sua utilização.

Segundo Rossi, o objetivo do trabalho foi mapear os solos do Estado com um nível de detalhes maior do que o trabalho publicado anteriormente. O mapa anterior, do qual o pesquisador participou, foi elaborado e publicado em 1999 com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), cobrindo uma lacuna à época, de 39 anos desde a publicação anterior, de 1960. Após 18 anos, o material foi reconfigurado.

Para o novo material foram utilizados dados pré-existentes, com a incorporação de 83 novos trabalhos e realizada a interpretação de ortofotos digitais. Tudo isso, propiciou um maior refinamento para a interpretação dos atributos do solo. Desses trabalhos, Rossi tem autoria em mais de 60.

O material pretende atender não apenas o Sistema Ambiental Paulista, na definição de planos de manejo, na criação de novas Unidades de Conservação, nas atividades de licenciamento e fiscalização, mas também no subsídio as áreas que envolvem políticas públicas das demais Secretarias de Estado.

“As informações do mapa podem ser utilizadas para diversos tipos de trabalhos aplicados, como em engenharia e agronomia. Na área de meio ambiente, podemos utilizar para zoneamentos ecológico/econômico ou zoneamento florestal, onde se recomendam espécies em relação a um tipo de solo ou atributo específico, sempre vinculados a um tipo climático, onde essas espécies se dão melhor”, exemplifica Rossi.

Sobre a possibilidade do uso do material para a restauração ecológica, Rossi explica que trabalhos de restauração geralmente são mais localizados e para isso são necessários levantamentos mais detalhados de solo para um melhor subsidio. Entretanto, o Mapa Pedológico pode indicar áreas onde poderiam ocorrer maiores problemas em relação à conservação de solos, por exemplo. “Tudo vai depender de como a pessoa maneja o solo. Você pode estar em um solo muito complicado de trabalhar, mas se o manejo é bem feito, não se tem problemas de conservação. Mas normalmente não é o que ocorre”, pondera o pesquisador. Com a indicação das tipologias e dos atributos de solo que o Mapa oferece o usuário tem boa noção do que encontrará no campo. Mas para a restauração é necessário um trabalho mais minucioso”, conclui Rossi.

O mapa apresenta 246 unidades de mapeamento contendo legenda com descrição dos atributos químicos, da profundidade, do grupamento textural, entre outros. Apresenta ainda a área ocupada em hectares e porcentagem em relação à área total do Estado.

Um dos aspectos importantes destacado por Rossi é a disponibilização de todo o material digital online e gratuitatmente.

O mapa completo unificado para o Estado com as unidades de mapeamento individualizadas, bem como o texto explicativo encontram-se disponibilizados no sitio do Instituto Florestal, www.iforestal.sp.gov.br e no portal DATAGEO, de Infraestrutura de Dados Espaciais Ambientais do Estado de São Paulo (IDEA-SP) – Base Territorial Ambiental Unificada, do Sistema Ambiental Paulista, no endereço, datageo.ambiente.sp.gov.br, para consulta e download.

Links: Mapa Pedológico do Estado de São Paulo: Revisado e Ampliado
Por Instituto Florestal
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