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A Serra da Bodoquena encontra-se inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Miranda e ocupa uma posição estratégica para a conexão dos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal, o que também lhe confere uma alta diversidade biológica. Sua importância é reconhecida nacionalmente e internacionalmente, o que lhe conferiu os títulos de prioridade extremamente alta para conservação no Mapa das Áreas Prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade Brasileira (MMA, 2002; MMA, 2007); zona núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, cuja principal função é assegurar a proteção da biodiversidade (RBMA, 2007) e; integrante do Corredor de Biodiversidade Miranda - Serra da Bodoquena, que visa a manutenção de um corredor entre os biomas cerrado e pantanal. Além disso, devido as suas características peculiares, no ano de 2000 foi criado o primeiro Parque Nacional do Estado do Mato Grosso do Sul, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena com cerca de 76.000 hectares.

Porém, apesar de abrigar um imenso patrimônio natural e ser fundamental para conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos da região, a Serra da Bodoquena vem sofrendo com vários impactos ambientais advindos da ocupação e atividades econômicas desenvolvidas na região. 

Um estudo realizado pela Conservação Internacional estimou que até 2004, cerca de 40% dos 363.442 km2 da Bacia do Alto Paraguai teve sua vegetação original suprimida. Destes, cerca de 140 km2 ou 37,44% da BAP foi em áreas de Planalto e o restante na própria planície pantaneira. 

O estudo ainda apontou que municípios como Jardim e Bodoquena já perderam entre 40 e 60% de sua vegetação original, enquanto Bonito já perdeu entre 60 e 80% (HARRIS, et al. 2005). Outro estudo aponta que boa parte da vegetação original localizada no entorno do Parque Nacional da Serra da Bodoquena já foi substituída por áreas de pastagem cultivada (FUNDAÇÃO NEOTRÓPICA DO BRASIL, 2005).

 O resultado dessa ocupação é uma grande perda da biodiversidade original da região. Apesar disso, a região da Serra da Bodoquena ainda possui o maior remanescente de florestas do Estado do Mato Grosso do Sul com formações de cerrado, floresta estacional semidecidual e floresta estacional decidual. Esta última considerada uma das formações vegetais mais seriamente ameaçadas do Brasil (STRAUBE, 2006).

As características hidrológicas e geológicas da Serra da Bodoquena com a formação de rochas carbonáticas fazem da região a mais importante e significativa das cinco áreas de recarga dos aquíferos da bacia do Alto Paraguai, de acordo com o diagnóstico ambiental do Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai -PCBAP. Além disso, as litologias calcárias que compõem a Serra da Bodoquena são responsáveis pelos inúmeros rios cristalinos, cachoeiras, represas naturais, tufas calcárias, rios de sumidouros e grutas, tão característicos da região e que a tornaram um famoso destino de ecoturismo no Brasil e a transformaram em uma das cinco maiores províncias espeleológicas do país.

O turismo cresceu muito nos últimos anos e exerce um forte impacto econômico na região. Assim, é uma atividade que surgiu como oportunidade para geração de menor impacto e que pode ser mais compatível com a conservação da região já que os visitantes buscam o contato com a natureza e suas famosas águas cristalinas. 

Com a prática do turismo, alguns avanços conceituais e operacionais, tornaram menores os impactos ao meio ambiente, tais como: obrigatoriedade de acompanhamento de guia credenciado e limites na capacidade de visitação em alguns atrativos turísticos (SABINO & ANDRADE, 2002). Porém a implantação de programas de recuperação e conservação ambiental, de extrema importância, não é abrangida dentro da atividade turística.

Assim, iniciativas de organizações não governamentais, como as desenvolvidas pelo Instituto das Águas da Serra da Bodoquena são essenciais para desacelerar o processo de degradação da região. A instituição investe seus esforços na sensibilização ambiental dos moradores do município de Bonito, abrangendo crianças, jovens e adultos, estimulando neste público a adoção de práticas sustentáveis, valorização dos recursos naturais e a mudança de atitude. 

O IASB tem atuação forte na recuperação de matas ciliares, contribuindo para a manutenção dos recursos hídricos e qualidade das águas da região. No entanto, a instituição precisa de ajuda para desenvolver várias outras atividades voltadas às questões socioambientais, através de investimentos que possam garantir a ampliação das ações. Aí é que se enquadra a Campanha Cortesia Legal.

Considerando que o seu negócio é dependente do Meio Ambiente, ao participar da Campanha Cortesia Legal a sua empresa estará auxiliando a sobrevivência e sustentabilidade dos recursos naturais e, consequentemente, sua própria sustentabilidade.

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